The city of lagos is known for being the birth place of the Portuguese colonial period. It has a museum showing European tools for slavery, documents of this colonial period, interactive technology to imagine Lagos in the past, as well as some information regarding the connection between the city and the Atlantic enslaved trade - Núcleo Museológico Rota da Escravatura, the only one in the country. The city’s touristic brochure contains the following statements.
“O séc. XV é o século de ouro de Lagos. Durante cerca de quarenta anos, a cidade, devido à sua localização frente a África, torna-se porto de partida e de chegada das naus que, ano após ano, iam descobrindo a costa desse continente.”
“O ouro refulgente da talha barroca, revestindo as paredes de uma igreja. As muralhas evocadoras de antigos combates. A presença do Infante e dos navegadores que, em frágeis caravelas, desvendaram os primeiros segredos dos oceanos. Passos de um itinerário por uma cidade orgulhosa da sua participação na gesta dos Descobrimentos.”
To enter the museum, you must pass by a plaza named Infante Dom Henrique (the perpetuator of the first journeys) with his statue in the middle, and if you walk a few meters further down, you find some more symbols, such as Vasco da Gama and Luís de Camões.


Digitally, the county’s website references the museum in the following way:
“Uma das localizações possíveis do primeiro mercado de escravos da Europa quatrocentista. Em 1444 chegam a Lagos os primeiros escravos trazidos de África, iniciando-se então a sua comercialização. Sabendo-se que o primeiro mercado de escravos, trazidos pelas caravelas, se realizou no Rossio da Trindade, à porta da vila, este mercado de escravos assume especial significado pelo seu carácter simbólico, enraizado na tradição popular.” (https://www.cm-lagos.pt/descobrir-lagos/visitar/patrimonio-e-monumentos#463-mercado-de-escravos)
If you continue towards the south after visiting the museum, you find a statue of Gil Eanes, the “first” who passed through Western Sahara.
“Localizada no Jardim da Constituição, esta estátua da autoria de Canto da Maia é uma homenagem ao lacobrigense, escudeiro do Infante D. Henrique, que em 1434 dobrou o Cabo Bojador. O navegador está representado junto a um barril, vaso improvisado contendo uma planta, símbolo da descoberta de terra para além do Cabo Bojador.” (https://www.cm-lagos.pt/descobrir-lagos/visitar/patrimonio-e-monumentos#236-estatua-a-gil-eanes)

Throughout the rest of the city, you find other monuments such as “Monumento aos Navegadores Lacobrigenses”:
“Da autoria de Xana, este monumento foi concebido para homenagear os navegadores lacobrigenses que, com determinação e impulsionados pelo Infante D. Henrique, iniciaram no Século XV as viagens de descobrimento. Inaugurada em 1997, a escultura apresenta diferentes leituras, conforme o ângulo em que a olhamos, reforçando a ideia do processo evolutivo da dinâmica das navegações, dos Descobrimentos e do pensamento. A espiral evoca o movimento progressivo e contínuo do mar e do desconhecido. Situado na Avenida dos Descobrimentos, perto do Mercado Municipal.” (https://www.cm-lagos.pt/descobrir-lagos/visitar/patrimonio-e-monumentos#246-monumento-aos-navegadores-lacobrigenses)

and “Padrão Comemorativo do 10 de Junho”:
“Da autoria de Jorge Mealha, foi inaugurado no dia 10 de Junho de 1996 pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio. Neste ano Lagos foi palco das comemorações nacionais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.”

The main street is called “Avenida dos Descobrimentos”.
The Igreja de Santo António below, covered in gold is part of the Lagos Museum, but not part of the slavery route.

Every two years, the city hosts the “Festival dos Descobrimentos”, happening this year, 2025, between the 30th of May and 4th of May, where inhabitants cosplay the epoch, including the encounters with the “other”, dressing with what looks like Arabic costumes.
“Os Descobrimentos Marítimos e a Diáspora Portuguesa foram uma realidade que revolucionou o nosso mundo. Pela primeira vez na História, o mar ligou a Europa a povos, culturas e continentes que eram desconhecidos ou mesmo pouco conhecidos. Entre 1415 e 1542/43, os Portugueses viajaram desde a Terra Nova ao Japão, do outro lado do mundo. Tudo começou em Lagos e na sua baía. A ligação de Lagos com o mar é antiquíssima e intensa. (…) esta nova edição do nosso festival celebra a importância global dos Descobrimentos Marítimos Portugueses e o papel de Lagos e das suas gentes, do Algarve e dos algarvios nos seus vários momentos e dinâmicas. É a celebração da Grande Aventura, que foi de Lagos ao Japão.” (https://www.cm-lagos.pt/municipio/eventos/13741-12-festival-dos-descobrimentos)
“este festival é um dos grandes eventos âncora do município de Lagos e apresenta um programa de animação e recriação histórica que dá cor à cidade, envolvendo a participação da comunidade escolar, associações culturais, IPSS, agentes culturais e artísticos para celebrar a História de Lagos. (…)
Lagos foi palco de grandes momentos da era dos Descobrimentos. Inspirados pelo Infante D. Henrique, os navegadores desafiaram o desconhecido, transformando o oceano numa ponte entre continentes e culturas. Esta edição homenageia essa epopeia global e o papel crucial de Lagos e dos algarvios nesta aventura.”
(https://festivaldosdescobrimentos.pt/www/documento?html=O%20Festival)

These are some citations on the sub-themes of the festival:
“Lagos, a sua baía e a zona envolvente foram o ponto de partida da aventura que foram os Descobrimentos Marítimos Portugueses. Foi a base de operações do Infante D. Henrique, dos seus colaboradores e de outros empreendedores que partiram à descoberta de terras desconhecidas, de outros povos e de novos produtos. (…) Entre os nomes mais importantes, responsáveis ou participantes em viagens e expedições às costas de África, temos os de Gil Eanes (que ultrapassou o Cabo Bojador, em 1434), Lançarote e Soeiro da Costa (que efetuaram uma expedição às costas da Mauritânia). Outra importante viagem ocorreu a 22 de março de 1455, quando Vicente Dias, de Lagos, comandou a caravela do veneziano Alvise de Cadamosto numa viagem às costas da Guiné.”
Mauritânia was where the first enslaved people were kidnapped to Lagos in 1444. This information is even somewhat present in the Núcleo Museológico Rota da Escravatura. “Between 1441 and 1444, Portuguese navigators exploring the west coast of Africa captured the first contingents of Africans on the Mauritanian coast and subsequently shipped them to Portugal.” (see The Portuguese “Slave” Trade) But there is absolutely no reference to that in the Festival’s webpage.
“O principal objetivo dos portugueses foi chegar à Índia por mar. Procuravam-se Cristãos e especiarias. Foi mais fácil encontrar as desejadas especiarias. (…) As gentes de Lagos participaram, também, nas navegações no Índico, bem como na construção da presença portuguesa no Oriente. Por um lado, os pilotos navais de Lagos foram dos mais conceituados naqueles mares. (…)”
Again no reference to the kidnapping and commercialisation of enslaved people.
“Os portugueses foram o primeiro povo ocidental a chegar ao Japão, por volta de 1542-43. O encontro ocorreu na Ilha de Tanegashima. (…)”
“Na ilha onde os portugueses desembarcaram, Tanegashima, o senhor local, Tokitaka, interessou-se muito pela espingarda. Serviu-se da sua filha, a princesa Wakasa, para descobrir o segredo da nova arma junto dos estrangeiros. Porém, Wakasa acabou por se apaixonar por Fernão Mendes Pinto e teve um filho. Entretanto, os portugueses partiram e Wakasa esperou pelo seu amado durante anos. Diz-se que vendo uma caravela no horizonte, partiu mar adentro na sua direção. O túmulo da princesa, no Cabo Kadakura, tem flores frescas todos os dias. É o símbolo da primeira história de amor entre um ocidental e uma japonesa, um amor impossível e a lenda de uma princesa desaparecida.”
We find here not only a patriarchal discourse, but also a romanticization of miscegenation, without any reference to its violence or coercion (see Marcas de Lusotropicalismo no Marcelo).






Not having ever been present in the festival, from an outside perspective it seems to not only glorify the colonial period, but also frame the encounter with the “other” in a positive light, or otherwise not mentioning it. The festival claims to work with schools, and thus as an educational tool.
The whole use of language coming from the city’s council/government (see ^palavras-usadas regarding the word “Descobrimentos” and “escrava/o”), localisation and connection between monuments, obsession with glorifying and even cos-playing this period, congratulating passed city’s navigators, digging bodies of enslaved people (see Found bodies), showcasing them in the museum ( ^displayed-body) and building a mini-golf court on the burial site (see ^burial-site), and choosing to omit references to enslavement (see ^return-colonial-pain-to-its-thinkers) leaves the slavery museum looking like a performance of a fake reconciliation with the past. Moreover, when referring to the museum, the president of the municipality at the time refers to it as a driver for tourism (see ^colonial-period-as-tourism)
This goes in accordance to the conclusions driven in “Slave” Market Museum in Portugal.